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NEOMONARQUISMO OU INTERESSE NACIONAL? O QUE EXPLICARIA TARIFAS POR IRRITAÇÃO PESSOAL?

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    gleniosabbad
  • 1 de fev.
  • 10 min de leitura

Análise do paper "Further Back to the Future" confirma: política externa americana serve para "extrair recursos" para Trump e sua camarilha

"Ela simplesmente me irritou… Por isso impus tarifa de 39%"— Donald Trump, explicando punição tarifária à Suíça (Davos, janeiro/2026)
"A política externa dos EUA tornou-se ferramenta para canalizar dinheiro e status para Trump e seus associados mais próximos"— Stacie Goddard & Abraham Newman, "Further Back to the Future" (2025)

Por Glênio S Guedes ( advogado )


INTRODUÇÃO: ENTRE O EUFEMISMO ACADÊMICO E A REALIDADE JURÍDICA


Após leitura do paper "Further Back to the Future: Neo-Royalism, the Trump Administration, and the Emerging International System", de Stacie Goddard (Wellesley College) e Abraham Newman (Georgetown University), confirmamos aquilo que a análise geopolítica séria já intuía há tempos: a política externa dos Estados Unidos sob Donald Trump não é errática, irracional ou amadora — é deliberadamente concebida como instrumento de enriquecimento de um círculo restrito de elites.

Goddard e Newman, como acadêmicos vinculados a instituições de prestígio nos Estados Unidos, adotam linguagem analítica cuidadosa. Evitam termos juridicamente carregados como "corrupção", "extorsão" ou "tráfico de influência". Preferem categorias como "extração de recursos", "canalização de dinheiro e status", "regime político neomonárquico perverso".

Mas quando descrevem tarifas impostas por irritação pessoal e reduzidas após recebimento de barra de ouro de US$ 130 mil, estamos diante de algo que qualquer código penal de democracia funcional classificaria sem hesitação: suborno de autoridade pública, coerção para vantagem indevida, uso de cargo público para enriquecimento privado.

A linguagem acadêmica não muda a natureza dos atos. Apenas permite que sejam discutidos em universidades sem processos judiciais — e publicados em jornais como The New York Times e Valor Econômico sem que advogados da Casa Branca movam ações por difamação.

Este artigo adotará a mesma estratégia: descreveremos fatos documentados, citaremos textualmente os pesquisadores, e deixaremos que leitores tirem suas próprias conclusões jurídicas.


I. NEOMONARQUISMO COMO CATEGORIA ANALÍTICA: O QUE GODDARD E NEWMAN DESCOBRIRAM


Definição Operacional


Segundo os autores, neomonarquismo designa um "sistema internacional estruturado por um pequeno grupo de hiperelites que utilizam as interdependências econômicas e militares modernas para extrair recursos materiais e de status para si mesmos".

Diferentemente do realismo clássico — onde Estados maximizam poder nacional — ou do liberalismo institucional — onde cooperação gera ganhos mútuos — o neomonarquismo opera segundo lógica pré-westfaliana: o aparato estatal serve aos interesses pessoais do governante e seu círculo íntimo, não à nação.


A Ruptura Paradigmática


Os autores argumentam que teorias tradicionais de Relações Internacionais não explicam Trump. Suas decisões parecem irracionais apenas se analisadas pela ótica do interesse nacional. Tornam-se perfeitamente lógicas quando analisadas pela ótica do interesse pessoal:

"Em vez de mobilizar recursos para maximizar o poder do Estado, as negociações comerciais americanas têm sido usadas para extrair recursos para o presidente e seus aliados mais próximos"

Não se trata, portanto, de incompetência diplomática. Trata-se de competência extrativista.


II. EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS: CASOS DOCUMENTADOS DE "EXTRAÇÃO DE RECURSOS"


A) O Caso Paradigmático da Suíça: Sequência Causal Incontestável


Cronologia factual:


1. Abril de 2025: Trump impõe tarifa de 39% sobre importações suíças — a mais alta aplicada a aliados ocidentais

2. Davos, janeiro de 2026: Trump confirma publicamente a motivação:

"Ela [Karin Keller-Sutter, então chefe de governo suíça] foi muito repetitiva… Ela dizia: 'Não, não, não, vocês não podem fazer isso'… Ela simplesmente me irritou"

3. Resposta suíça: Grupo de bilionários viaja à Casa Branca portando:


  • Barra de ouro: US$ 130 mil

  • Relógio de mesa Rolex


4. Resultado: Suíça obtém "algum alívio tarifário"

5. Reação pública suíça: Cidadãos classificam o pagamento como "propina indigna"


Análise jurídica (que Goddard e Newman não fazem, mas nós podemos):

Em praticamente qualquer democracia:


  • Punir país por chefe de Estado "irritar" presidente = abuso de poder

  • Condicionar alívio da punição ao recebimento de presentes valiosos = extorsão + corrupção passiva

  • Usar política comercial para ganho pessoal = tráfico de influência


Goddard e Newman chamam isso de "extração de recursos". Tecnicamente correto. Juridicamente eufemístico.


B) Vietnã: Quando Campos de Golfe Viram Moeda Diplomática


Fato documentado: Durante negociações para redução de tarifas alfandegárias, o Vietnã acelerou a aprovação de campo de golfe de US$ 1,5 bilhão para a família Trump.

Análise dos autores: Exemplo de como negociações entre Estados soberanos foram condicionadas a investimentos privados que enriquecem diretamente a família do presidente.

Análise não-eufemística: A Organização Trump — empresa privada da família presidencial — lucrou US$ 1,5 bilhão com decisão que Donald Trump, como presidente, tinha poder de influenciar. Isso se chama conflito de interesses ou, em linguagem mais direta, uso de cargo para enriquecimento ilícito.


C) Japão e Coreia do Sul: Aliados Estratégicos Pagam Tributo Pessoal


Contexto geopolítico: Ambos países são:


  • Aliados vitais contra a China no Indo-Pacífico

  • Hospedam bases militares americanas essenciais

  • Democracias consolidadas com laços históricos profundos


Fato documentado: Prometeram centenas de bilhões de dólares em fundos de investimento a serem aprovados pessoalmente por Trump.

Pergunta incômoda: Por que aliados insubstituíveis do ponto de vista estratégico precisam prometer investimentos aprovados pessoalmente pelo presidente para manter acesso comercial?

Resposta de Goddard e Newman: Porque o sistema não opera mais segundo lógica de interesse nacional, mas de extração de recursos para o presidente e seus associados.


D) Índia: Punição por Recusa de Bajulação


Caso Modi: O primeiro-ministro indiano recebeu sobretaxa de 50% por não validar alegação fantasiosa de Trump de ter "encerrado o conflito Índia-Paquistão" e merecer o Prêmio Nobel da Paz.

Ironia geopolítica: A Índia recebeu tarifa superior à da China (30%), justamente quando Washington tenta atraí-la como contrapeso regional a Pequim.

Lição do sistema neomonarquista: Lógica estratégica é secundária. Prioridade é submissão pessoal ao "ordenador mundial".


E) Brasil: Soberania Judicial Como Insubordinação Pessoal


Caso documentado: Brasil atingido com tarifaço de 50% em retaliação ao julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.

Mensagem implícita: Tribunais democráticos não podem julgar aliados de Trump. A soberania judicial brasileira foi considerada insubordinação pessoal.

Contraste revelador: Lula obteve alívio parcial não por submissão servil, mas por postura firme combinada com interesses corporativos americanos (agronegócio, mineração). Goddard e Newman não analisam o caso brasileiro, mas ele confirma a tese: a "química" entre líderes importa mais que alianças institucionais.


III. ANATOMIA DA "CAMARILHA": QUEM SE BENEFICIA DO SISTEMA


Goddard e Newman identificam o círculo íntimo que lucra com a ordem neomonarquista:


1. Família Trump

  • Uso direto de negociações diplomáticas para expansão imobiliária global

  • Filhos acompanham Trump em visitas oficiais não como diplomatas, mas como executivos de negócios

  • Casos documentados: Vietnã (campo de golfe), Oriente Médio (investimentos imobiliários)

2. Hiperelites Tecnológicas e Financeiras

Rupert Murdoch (News Corp)

  • Controle do ecossistema narrativo que legitima o sistema

  • Fox News funciona como aparato de propaganda neomonarquista

Peter Thiel (PayPal, Palantir)

  • Infraestrutura de vigilância e dados

  • Capital de risco para empresas alinhadas

Erik Prince (Blackwater/Academi)

  • Força militar privatizada

  • Opera além de legislações nacionais

[Elon Musk — não citado por Goddard/Newman, mas óbvio]

  • Plataforma de comunicação (X/Twitter)

  • Infraestrutura espacial e militar (Starlink, SpaceX)


Característica comum: Operam sem lealdade a fronteiras nacionais ou legislações soberanas. São jogadores transnacionais cujos interesses transcendem — e frequentemente contradizem — interesses dos Estados-nação.


IV. HIERARQUIA NEOMONARQUISTA: QUEM MERECE RECONHECIMENTO?


"Pares" Reconhecidos por Trump

Goddard e Newman observam que Trump demonstra deferência explícita a governantes que compartilham lógica dinástica/autoritária:


  • Vladimir Putin (Rússia) — cleptocracia consolidada

  • Recep Erdogan (Turquia) — "sultanismo" moderno

  • Viktor Orbán (Hungria) — "democracia iliberal" declarada

  • Mohammed bin Salman (Arábia Saudita) — monarquia absolutista

  • Xi Jinping (China) — concentração vitalícia de poder

  • Narendra Modi (Índia) — populismo hindu nacionalista


Primeira visita internacional (ambos os mandatos): Oriente Médio, para ser tratado "como realeza" — não Europa democrática.


Aliados Democráticos Tratados com Desprezo


  • Canadá: primeiro-ministro chamado de "governador" do "51º estado"

  • Groenlândia/Dinamarca: ameaça de tomar soberania "de um jeito ou de outro, quer gostem ou não"

  • OTAN: atacada como obsoleta e parasitária


Conclusão de Goddard e Newman:

"Isso envia um sinal a outros líderes mundiais de que sua posição relativa no sistema internacional não se baseia em seu status legal, mas em seu relacionamento pessoal com Trump e sua camarilha"

Legitimidade não deriva de eleições, constituições ou Estado de Direito. Deriva de lealdade pessoal ao "ordenador mundial".


V. A PERGUNTA INCÔMODA: POR QUE AMERICANOS NÃO VEEM O ÓBVIO?


Qualquer pesquisador habituado a analisar democracias sob tensão em contextos latino-americanos, enfrenta um enigma sociológico desconcertante: por que aproximadamente metade do eleitorado americano não vê — ou não se importa com — o saque institucional em curso?


Hipótese 1: Identificação com a Lógica Predatória


Parte significativa do eleitorado trumpista pode compartilhar da mesma lógica neomonarquista, não apesar dela, mas por causa dela.

Estudos sobre autoritarismo (Altemeyer, Stenner, Hetherington & Weiler) demonstram que setores da população valorizam:


  • Hierarquia explícita sobre igualdade formal

  • Força pessoal sobre instituições impessoais

  • Lealdade tribal sobre princípios universais

  • Dominância ostensiva sobre cooperação


Trump não disfarça sua plutocracia — ele a celebra como marca de sucesso. Para eleitores que valorizam riqueza ostensiva como prova de competência, o enriquecimento via cargo não é escândalo, é validação.

Quando Trump diz "ela me irritou, por isso impus tarifa de 39%", eleitores neomonarquistas não veem abuso de poder. Veem poder sendo exercido.


Hipótese 2: Captura do Ecossistema Informacional


A maioria dos eleitores trumpistas consome informação exclusivamente através de ecossistemas midiáticos controlados pela própria camarilha:


  • Fox News (Murdoch)

  • Plataformas de mídia social algoritmicamente manipuladas

  • Redes de desinformação coordenada


Nesses ambientes:


  • Casos como o da Suíça são omitidos ou recontextualizados

  • Enriquecimento pessoal é apresentado como "genialidade nos negócios"

  • Críticas são desqualificadas como "perseguição política"

  • Barra de ouro vira "presente diplomático legítimo"


Goddard e Newman identificam Rupert Murdoch como membro da camarilha precisamente por isso: controle narrativo é essencial para durabilidade do sistema.


Hipótese 3: Erosão da Capacidade Crítica Institucional


Décadas de ataque sistemático à educação cívica, combinadas com precarização econômica e tribalização política, produziram um eleitorado com capacidade reduzida de análise institucional complexa.

A pergunta "por que o presidente pode receber barra de ouro de país que sofreu tarifa punitiva?" exige:


  • Compreensão de separação entre pessoa e cargo

  • Noção de conflito de interesses

  • Entendimento de corrupção sistêmica vs. transações individuais


Em sociedades com educação cívica deteriorada, essas distinções não são evidentes. O que juristas chamam de "suborno" parece, para muitos, apenas "negociação inteligente".


Hipótese 4: Normalização Gradual do Inaceitável


Processo descrito por Timothy Snyder em "On Tyranny": a destruição democrática não acontece de uma vez, mas por normalização incremental.

Cada escândalo que não gera consequências desloca a linha do aceitável:


  • 2017: Trump lucra com hotéis visitados por delegações estrangeiras → escândalo moderado

  • 2020: Tentativa de extorquir Ucrânia (caso Zelensky) → impeachment sem consequências

  • 2026: Recebe barra de ouro e reduz tarifas → notícia de rodapé


A cada ciclo, o inaceitável vira normal. A corrupção escancarada vira "política externa não-convencional".


VI. LINGUAGEM ACADÊMICA VS. REALIDADE JURÍDICA: O EUFEMISMO NECESSÁRIO


Goddard e Newman fizeram escolha metodológica compreensível: descrever comportamentos sem acusações penais diretas. Isso permite:


  1. Publicação em veículos mainstream sem exposição legal

  2. Debate acadêmico sério sem desqualificação como "partidário"

  3. Proteção institucional (universidades evitam processos)


Mas essa escolha tem custo: dilui a gravidade jurídica dos atos descritos.


Tradução, em tese, do Eufemismo Acadêmico:

Goddard & Newman dizem

Código Penal diria

"Extrair recursos para o presidente"

Apropriação indébita de função pública

"Canalizar dinheiro e status"

Enriquecimento ilícito

"Usar política comercial para benefício pessoal"

Tráfico de influência

"Receber presentes valiosos + reduzir tarifas"

Corrupção passiva + coação

"Punir país por irritação pessoal"

Abuso de autoridade

"Regime político neomonárquico perverso"

Estado capturado por organização criminosa

Não estamos dizendo que Goddard e Newman estão errados. Estamos dizendo que a linguagem acadêmica protege os pesquisadores, mas também protege os perpetradores ao diluir a força descritiva das categorias jurídicas.


VII. IMPLICAÇÕES SISTÊMICAS: ALÉM DOS EUA


Para a Ordem Internacional


O neomonarquismo trumpista não é apenas regressão americana — é catalisador de transformação sistêmica global:

1. Deslegitimação de normas westfalianas:

  • Igualdade soberana → hierarquia pessoal

  • Não-interferência → submissão ou punição

  • Reciprocidade → extração unilateral

2. Validação de modelos autocráticos: Se os EUA operam assim, por que Orbán, Erdogan, Putin não podem?

3. Desintegração de alianças baseadas em valores: OTAN, G7, "mundo livre" tornam-se anacrônicos quando valores não importam mais.

4. Proliferação de "camarilhas" regionais: Outros líderes imitarão o modelo Trump-Putin-MBS de governança transnacional privada.


Para Potências Médias (Brasil Incluído)


Países como Brasil enfrentam dilema estratégico inédito:

Opção A - Submissão:

  • Aceitar vassalagem

  • Pagar tributo (investimentos aprovados por Trump)

  • Ter soberania condicionada

Opção B - Resistência:

  • Sofrer punição econômica desproporcional

  • Ser excluído do círculo neomonarquista

  • Perder acesso a mercados/tecnologia

Opção C - Realinhamento:

  • Buscar alternativas (BRICS+, China, multipolarismo)

  • Aceitar custos de transição

  • Construir ordem paralela


Nenhuma opção preserva a ordem liberal que, teoricamente, beneficiava potências médias através de regras previsíveis e instituições multilaterais.


VIII. DURABILIDADE DO SISTEMA: A PREVISÃO SOMBRIA DE GODDARD E NEWMAN


Os autores concluem com advertência inquietante:

"A durabilidade de qualquer ordem neomonarquista depende da combinação do poder absoluto com as hiperelites que controlam o capital, a informação e os meios de força"

Essa fusão não apenas existe — está se consolidando:


  • Capital: bilionários da tech integrados ao governo

  • Informação: Murdoch (Fox), Musk (X), algoritmos de redes sociais

  • Força: Erik Prince (mercenários), Palantir (vigilância), militares domesticados


Para "otimistas" que imaginam que isso terminará em 2029 (ou quando Trump deixar o cargo), Goddard e Newman têm más notícias: essa fusão entre poder político absoluto e hiperelites transcende indivíduos.

O neomonarquismo não é Trump. Trump é apenas o primeiro "ordenador mundial" neomonarquista da história moderna. Mas a infraestrutura que ele está consolidando pode sobreviver a ele.


CONCLUSÃO: O IMPÉRIO SEM MÁSCARAS


Goddard e Newman oferecem categoria analítica essencial: neomonarquismo não é disfunção — é sistema.

O que presenciamos não é Trump "quebrando" a política externa americana. É Trump revelando o que sempre esteve latente: a possibilidade de elites transnacionais utilizarem Estados soberanos como instrumentos de extração privada.

A verdadeira ruptura não é Trump ser corrupto ou não — aliás, líderes corruptos existem há milênios. A ruptura é esse tipo de atitude ser escancarada, confessada publicamente ("ela me irritou"), recompensada com barra de ouro, e ainda assim celebrada por metade do eleitorado.

A pergunta deixa de ser: "Americanos entendem o óbvio?"

E passa a ser: "Americanos se importam?"

As evidências sugerem que não. Ou pior: que parte significativa aprova ativamente o modelo neomonarquista, seja por identificação com dominância hierárquica, seja por captura informacional, seja por erosão da capacidade crítica institucional.

Para o resto do mundo, a implicação é clara: a ordem liberal pós-1945 não está em crise. Está extinta. O que emerge em seu lugar não é multipolaridade difusa nem hegemonia chinesa. É rede transnacional de camarilhas neomonarquistas competindo por esferas de extração.

Como Goddard e Newman advertem no New York Times:

"O primeiro passo é identificar com clareza o novo status dos EUA: um regime político neomonárquico perverso"

A leitura dos fatos que fazem Goddard e Newman é desconcertante...

Resta saber se o diagnóstico levará a tratamento — ou se apenas registra, para historiadores futuros, como democracias morrem aos olhos de todos.


REFERÊNCIAS


Goddard, S. E., & Newman, A. L. (2025). Further Back to the Future: Neo-Royalism, the Trump Administration, and the Emerging International System. [Paper acadêmico]

Goddard, S. E., & Newman, A. L. (26 de janeiro de 2026). "Opinion: Trump's Neo-Royalist Foreign Policy". The New York Times.

Katzumata, S. (1 de fevereiro de 2026). "ANÁLISE: Neomonarquismo, a nova ordem patrocinada por Trump". Valor Econômico.

Snyder, T. (2017). On Tyranny: Twenty Lessons from the Twentieth Century. Tim Duggan Books.

Altemeyer, B. (1996). The Authoritarian Specter. Harvard University Press.

Stenner, K. (2005). The Authoritarian Dynamic. Cambridge University Press.


 
 
 

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